Após uma enxurrada de informações que venho recebendo nos últimos meses referente as transformações que vem ocorrendo para a classe contabilista (Convenção da Rede Nacional de Contabilidade em Brasília, palestras, vídeos, apresentação de parceiros, treinamentos e leituras complementares) e não obstante, o próprio impacto diário da tecnologia em nosso negócio contábil, tenho reforçado mais e mais a ideia de que de fato, sem ações aliadas à tecnologia e a inovação, não teremos como nos manter de forma diferenciada no mercado.

Temos muitas vantagens com a contabilidade alinhada a tecnologia:

  • Economia de Tempo (deslocamento),
  • Agilidade de Resposta,
  • Facilidade na Troca de Documentos (logística online)
  • Economia de Recursos (diminuição de preços)

Essa história de empresário contábil que sempre acreditou que contabilidade só se vende por indicação, já era…é preciso estar a frente pois o que se observa é um novo modelo de empresas com estrutura enxuta e que prospecta cada vez mais pela internet com campanhas de marketing de conteúdo (google, internet…).

Foi-se o tempo em que grandes sedes eram sinônimo de riqueza, ter muitos funcionários e clientes era sinônimo de crescimento  …já vivemos na “Era dos Home Office”, do “Ganho sob Produtividade”, de ter menos custo e maior rentabilidade, de “Fazer Mais Com Menos” e de criar soluções inovadoras que gerem resultado e não números.

Essa nova frente de várias possibilidades de modelos de negócios não pode ser mudada por entidades descontentes com as concorrentes que vendem seus serviços à “preço de alguns kilos de banana” (e diga-se de passagem, preço de banana mesmo: : ” – Por R$ 49,90 fazemos sua contabilidade! Basta você inserir todos os dados na nossa plataforma/software que vamos fornecer para você sem custo nenhum!”). Não é interessante!!?

Considerando que o mercado é quem dita as regras de consumo de bens e serviços, ou seja, lei natural da “Oferta e da Procura” temos que aceitar essas mudanças e nos reinventar, pois nem sempre o que é ofertado tem capacidade regulatória das classes descontentes (veja o caso dos Ubers).

Li uns dias atrás uma matéria que dizia, que “quando abandonamos a escrituração manual contábil e fiscal pela computadorizada, para cada lançamento manual é possível fazer até seis lançamentos digitados”. Ou seja, um aumento significativo de produtividade.

Mas, as melhorias não param por aí, como as notas fiscais hoje são arquivos digitais (Sped- Sistema Público de Escrituração Digital), esse inputs de dados ficam desnecessários, ou seja, o foco passa a ser outro. Uma alteração de valores da função operacional para a função analítica por parte das empresas de contabilidade, que cada vez mais deverão ter profissionais com perfil de consultoria.

A importação de dados, especialmente contábeis, elimina digitação de despesas do cliente, conciliação de bancos, digitação de movimentação bancária….enfim, e já estamos falando em uma nova realidade ainda mais extraordinária; escanear documento e ele já ser conciliado automaticamente…pensa!!! Zero retrabalho! “Melhor dos mundos”! Isso abre muitas frentes de discussões…

O mercado contábil tradicional não deve acabar, mas está passando por transformações enormes, influenciadas pela tecnologia cloud, portanto, quem realmente não correr atrás de novas estratégias alinhadas ao tipo de negócio a qual se pretende inserir suas forças de atuação, tenderá a ficar cada vez mais obsoleto.

Ainda deverá haver espaço para fechamento de contratos com clientes menos sensíveis a preço, e que seja mais voltados para o VALOR, que ainda seja necessária uma maior interação física dado o porte da empresa e a complexidade do atendimento, tal qual o serviços de outsourcing (alocação de profissionais contábeis prestado serviços na sede e nos sistema do cliente), pois estes a “contabilidade online” ainda não tem penetração, mas em contrapartida exigem um maior investimento e custo contratual.

Então é preciso compreender que temos uma gama de mercados existentes, e não obstante, cada qual reflete um tipo de oportunidade (preço, ganho por escala, por valor, etc…).

Neste vulcão de entrantes e vertentes mercadológicas acredito que mediante tantos desafios e desejos que temos pela frente, precisamos focar em nichos específicos, avaliar nossas fraquezas e fortalezas, maximizar nossas forças e lideranças para uma busca incessante de inovação e diferencial de atendimento aos nossos clientes.

Diante de tudo que tenho visto, ouvido e vivido, só tenho algo a sugerir meus amigos: Vamos trocar o ‘EU LAMENTO” pelo ‘EU REINVENTO”.

VAMOS PENSAR FORA DA CAIXA, porque os resultados diferentes só virão com ações diferentes.

E isso tudo, pode ter certeza, é no mínimo motivador!!!

como-pensar-fora-da-caixa

Reflexão de Giovana Castiglioni, responsável pelo Departamento de Relacionamento Corporativo da Central Contábil Ltda
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